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A ministra da Cultura, Marta Suplicy, abriu nesta quarta-feira (27), em Brasília, a III Conferência Nacional de Cultura (CNC ) destacando os seguintes programas e ações: Pontos de Cultura e Cultura Viva; Museu da Memória Afro; Juventude e Vale-Cultura – e sobre esse, disse “É uma grande marca. São 43 milhões de trabalhadores com acesso à cultura”.

Marta traçou um painel das ações e programas do Governo Federal, partindo da estrutura de gestão prevista no Sistema Nacional de Cultura (SNC), que representa o tema central da Conferência: “Uma Política de Estado Para a Cultura: Desafios do Sistema Nacional de Cultura”.

Caberá aos 1.126 delegados representantes dos 26 Estados e Distrito Federal listar, por voto,  64 diretrizes a serem seguidas nos próximos anos pelos agentes culturais e gestores públicos.
A meta do SNC é levar aos municípios e estados que já aderiram ao sistema a descentralização das políticas culturais, com a participação da sociedade civil. Além disso, tornar pública a gestão de cultura mais eficaz, planejada, participativa e com melhor uso dos recursos públicos.

Processo participativo – também virtualmente

A conferência Nacional é a etapa final de um processo iniciado em junho deste ano, com a realização das etapas municipais e intermunicipais, mais as Conferências Livres, realizadas por vários setores da sociedade civil. Ao todo, 450 mil pessoas participaram das etapas preparatórias, encaminhando 1.409 propostas que, depois de sistematizadas, foram consolidadas em 614 proposições.

Nesta edição, houve ainda a versão virtual da conferência. Acessando a plataforma web Conferência Virtual,  as propostas sistematizadas puderam ser consultadas e comentadas, e também foi possível aos internautas marcar 20 reivindicações que entenderam como prioritárias.

Memória Afro

A ministra anunciou que será criado um museu voltado à cultura negra e sua história. De acordo com Marta, o museu irá abordar a dor da história dos negros, mas também sua beleza. “O Brasil precisa fazer um mergulho profundo e crítico na história da escravidão”, disse.

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